quarta-feira, 22 de abril de 2015

Desilusão Poética


Criei mais esse blog no momento em que acordei, 04 da matina e o vento da madrugada que entrou em meu quarto tinha cheiro de poesia, meu coração embriagado com o aroma da benfazeja visita sentiu as palavras procurando uma folha para pousar e falar da felicidade de acordar, respirar e poder agradecer por mais uma noite, sentir o cheiro de terra molhada, ouvir a sinfonia da passarada, esperar  o sol nascer. Ainda chove e os fios de prata estão no ar tecendo poesia e eu pego a carona para tecer loas por aqui.

Escrever deixa-me cheia de prazer, minha teimosia é mesmo sem limite, ciente que meus escritos não impactam o coração do meu pequeno público leitor, mesmo assim continuo mandando meu recado através da poesia, esta ainda crua, sem floreios nem aroma, à vezes acho que minha palavras são inconsistentes, e o que eu escrevo nem sei se posso chamar de poesia, só sei que escrevo e minha mente agradece por não ficar encolhida, atrofiando por não se exercitar.Acho isso maravilhoso.


Desilusão Poética.



No mundo das linhas,
das entrelinhas,
dos pensamentos,
eu rabisco,
dou vida, forma e cores
ao meu canto,
ao sonho,
transformo meu pranto
num largo sorriso.

Escrevo, danço,
apresento meus traços
e penso que faço arte.
Mas, eu não escrevo é nada.
Simplesmente eu não aconteço!

O que me falta?
O que é preciso descobrir?
O talento,
o jeito certo
de poetizar?

Falta coerência,
Ou sobra inconsistência?

Vou procurar
o verbo “IR”,
ir em busca
da inspiração.


dinapoetisadapaz

2 comentários:

  1. Olá, querida Diná
    Que encanto de blog!
    Também estou sempre indo em busca dela... ou será que ela não vem a mim?
    Creio que ela me preenche totalmente, inúmeras vezes...
    Quão bondosa é a Poesia!!!
    Bjm fraternal

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  2. Pois é amiga Rosélia, quando escrevemos nem pensamos se as nossas digitais agradam ou não, o importante esatisfazer nossa mente.
    Bjs!

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