sexta-feira, 10 de julho de 2015

Obstinação



É preciso ser um tanto obstinado
 Para se afinar com a leitura,
E com todos os propósitos.
Estudando, lendo e aprendendo,
É possível galgar degraus,
E atingir objetivos.

O saber nos ensina,
Abre portas para o mundo,
Tira o véu da alienação,
Desperta sobre os direitos.

É dever de toda criatura
Buscar saber para conhecer.
Quem menos sabe,
Menos reivindica.

Mire-se no homem preguiçoso:
Quanto menos faz,
Menos quer fazer.
Embora tenha o desejo de “Ter”.

dinapoetisadapaz

Cuidado com a Rotina


No amor, inovar é preciso.
Quando tudo fica sem graça,
A chama logo se apaga.
O coração é o palco do amor,
Se não há plateia...

Ai, ai... O amor emudece,
Esmaece como rosa despetalada.
A rotina é como neve,
Embaça o coração,
E tudo se enregela.

Há que se crer em amor verdadeiro.
Mas, cuide bem do seu bem.
A sedução anda solta,
Como criança travessa,
E pode atrair o seu amor.

dinapoetisadapaz

Feliz Fim de semana


segunda-feira, 27 de abril de 2015

Insufiência












O tempo, e suas emboscadas
Subjuga minha suficiência,
Sinto a emoção derrocada,
Minh’ alma sem resistência

Nem presente, nem passado,
Nem ideais a defender,
Estarei num tempo findo
Aonde nada parece acontecer?

Eu que fui tão sonhadora,
Incendiária e vibrante,
Ilimitada e arrebatadora,
E agora quase inoperante...

Que mulher é essa, que se furta
Que se limita e mescla a vida,
E os seus desejos encurta?

Acorda! Não sinta-se impedida!

dinapoetisadapaz

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Réstia de Sol









Réstias de sol, que coisa bela,
Dardeja raios luminosos,
Que  se infiltram pela janela,
Me faz um dengo gostoso .

Joga seu brilho, deixa sua parcela
De lume em meu leito preguiçoso,
O meu despertar entra em querela
com a preguiça matinal. É sono audacioso
brigando com a magna  estrela!


dinapoetisadapaz

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Ressaca Amorosa










Estou plena e coração de ressaca amorosa.
Ontem nos amamos como na primeira vez,
até nos faltou tempo para uma boa prosa.

Toda cura é desejável, mas essa ressaca é sadia,
Dela não pretendo me curar, uma embriaguez
assim sem mágoa, rememoro sem angustia.

Mesmo que demore acontecer um novo reencontro,
será sempre intenso esse amor sem confronto!

 dinapoetisadapaz

Minha fascinação por gatos!

Mamãe Dengosa e filhote
               Olha onde o outro filhote se escondeu!
                         

Gosto da minha afinidade com os animais, especialmente gatos e cães. Apareceu em minha casa uma gatinha, barriga enorme prestes a parir. Refletindo sobre a sabedoria dos bichos, entendi que até eles sentem-se ameaçados pela violência e se resguardam, pois bem, a gatinha arrumou um cantinho especial para guardar suas crias; no quintal d'uma senhora onde não havia muito movimento, Passava o dia pra lá e pra cá, vinha sempre que estava faminta, comia, e lá se ia dar a devida assistência aos filhotes.
Interessante é ela perceber que só eu gosto dela, parece apaixonada por mim cor, onde eu estou, chega manhosa pedindo afago, encosta a cabeça nos meus pés, eu retribuo, e ela se esparrama no chão e rola como criança, é um agradecimento natural, fico arrebatada de felicidade pela felicidade dela. Até ganhou o nome de "Dengosa."
  
dinapoetisadapaz

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Desilusão Poética


Criei mais esse blog no momento em que acordei, 04 da matina e o vento da madrugada que entrou em meu quarto tinha cheiro de poesia, meu coração embriagado com o aroma da benfazeja visita sentiu as palavras procurando uma folha para pousar e falar da felicidade de acordar, respirar e poder agradecer por mais uma noite, sentir o cheiro de terra molhada, ouvir a sinfonia da passarada, esperar  o sol nascer. Ainda chove e os fios de prata estão no ar tecendo poesia e eu pego a carona para tecer loas por aqui.

Escrever deixa-me cheia de prazer, minha teimosia é mesmo sem limite, ciente que meus escritos não impactam o coração do meu pequeno público leitor, mesmo assim continuo mandando meu recado através da poesia, esta ainda crua, sem floreios nem aroma, à vezes acho que minha palavras são inconsistentes, e o que eu escrevo nem sei se posso chamar de poesia, só sei que escrevo e minha mente agradece por não ficar encolhida, atrofiando por não se exercitar.Acho isso maravilhoso.


Desilusão Poética.



No mundo das linhas,
das entrelinhas,
dos pensamentos,
eu rabisco,
dou vida, forma e cores
ao meu canto,
ao sonho,
transformo meu pranto
num largo sorriso.

Escrevo, danço,
apresento meus traços
e penso que faço arte.
Mas, eu não escrevo é nada.
Simplesmente eu não aconteço!

O que me falta?
O que é preciso descobrir?
O talento,
o jeito certo
de poetizar?

Falta coerência,
Ou sobra inconsistência?

Vou procurar
o verbo “IR”,
ir em busca
da inspiração.


dinapoetisadapaz